9 ou “Falso 9”?

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(FOTO: Reprodução)

Por Jason

Eai rapaziada, tudo bem?

Essa é a minha primeira coluna, então espero que compreendam-me. Mas estou aberto a críticas construtivas, certo? Vamos lá.

Muitos comemoraram a entrevista de Dorival Júnior após a partida de quarta-feira contra o Bragantino, pois ele disse que não quer Diego Souza como atacante fixo na área.

Tal declaração fez muitos acreditarem que agora a idéia do técnico do Tricolor é recuar Diego Souza e colocar um centroavante fixo, um 9 de verdade, podendo ser Brenner ou Tréllez. Mas não foi isso que Dorival quis dizer.

Dorival Júnior nunca viu Diego Souza como centroavante. No esquema formado pelo técnico, a idéia sempre foi que Diego Souza atuasse como “falso 9”, assim como Luan faz no Grêmio. Assim como De Arrascaeta e Lucas Paquetá fizeram no Cruzeiro e Flamengo, respectivamente, em alguns jogos no final do ano passado.

Qual a diferença? Bom, toda! Os jogadores citados não são, e nunca serão centroavantes. São jogadores de qualidade, que correm o campo todo, voltam até o meio para buscar a “redonda”, distribuir o jogo, puxar a marcação e abrir espaços para que, muitas vezes, os jogadores da penúltima linha ofensiva (Cueva, Nenê, Marcos Guilherme e até Petros, caso este se acostume com a função de ser o ‘elemento supresa’) pisem na área e também finalizem.

Essa é a função do “falso 9”. Eu acredito que o nosso querido “Diego Showza” pode fazê-la; num padrão de jogo definido, bem treinado e com todos os jogadores sabendo o que precisam fazer em campo. Afinal, apesar de ser um excelente jogador e muito experiente, precisa da ajuda dos demais para que a função descrita acima funcione, certo?

Não é só porque ele usa a camisa 9, que é centroavante. E também, não deve ser uma regra o centroavante de uma equipe utilizar a camisa 9.

Jô, artilheiro do último Campeonato Brasileiro, centroavante nato, usava a camisa número 7. Milan Baros, centroavante do Liverpool entre 2002 e 2005, vestia a camisa 5. Em 2006, o zagueiro Khalid Boulahrouz recebeu a camisa 9 do Chelsea, que havia acabado de contratar Schevchenko para o comando de seu ataque. Nosso querido volante, capitão e pai de família, Petros, joga com a camisa de número 6, que normalmente é utilizada pelo lateral esquerdo.

Chegamos à conclusão, de que o número não define a função do jogador em campo.

Então meus amigos, para tristeza de muitos e alegria de outros, Tréllez e o jovem Brenner não assumirão vaga na equipe titular.

Pelo menos, esta não é a idéia de nosso treinador até o presente momento.

Vamos São Paulo!

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